Traços do Pensar Filosófico

30.09.2014

Cinco Exposições em Simultâneo (no CAPC)

27.09.2014

O Teatro de Ariano Suassuna

26.09.2014

A Arte como Trabalho ou O Trabalho como Arte

27.08.2014


Aqui fica o vídeo da minha intervenção no II Congresso Internacional Marx em Maio. Os registos das outras apresentações estão disponíveis no blogue do evento. Há muito a aprender com os trabalhos apresentados nos diferentes painéis deste relevante e oportuno encontro.

Fatidiviz

14.08.2014

Que espécie de palavra é esperança
É da cor da cinza
Sabe a feno antigo depois da chuva
Opaca ao tacto como o muro alto e branco
Cheira a traineiras
À corda húmida depois da pesca
O ritmo oscila na clave
O acento entre sílabas que conspiram átonas

Não vejo esperança na sintaxe
Uma apenas interjeição
e e a a
s, p, r, ç, corroem a esperança
Deixam-na sem fundamento ou raiz

O s mata a esperança
A acção chegou ao fim sem nunca ter começado
Silêncio regresso sussurro sossobrar
O p impede-a de subir e sonhar
Prende-a à porta e à pedra pauper et paucrum
Mas o r lembra-lhe os curros com seus r de reprimir
Manda-a descer pelo filtro
Que lhe desfibra os raios e retesa os arames

O n desliga o nó descobre-lhe a nudez
Corta-a pelo núcleo
Mostra-a caída na neve negada
Nada ninguém nunca noite
Mas é o ç que amarra a nau ao fundo
Nem vermelho nem negro nem c nem q
A palavra dobrando-se doce verga sorrindo
Açucarada com açucenas e açafates

Esperança deve escrever-se com f
Que dá origem ao fogo à fonte à força
Faz-lhe falta o t metálico e vibrado
Com a seiva e a consistência de
Talo timbre
Torno tuba e tronco
O d aumenta-lhe a razão
Demonstra deduz debate e duvida

Esperança só é eficaz com v
Onde reside a força e sopra o elemento
Onde a voz venta e vai veloz
Mas para que se erga no ar e voe
O z introduz-lhe o zip
Dá-lhe a fluidez do mercúrio
E a forma compacta da rosa
Duas vogais apenas para a esperança restaurada: a, i

Em Fatidiviz ainda ecoa um r
Mas este agora é lógico
É o r de estrutura grupo e parte
Que liga para construir
Que regressa para libertar
E assim Fatidiviz é o que vence o Fado qualquer
Grego ou latino opondo-se ao fatídico
É o que tem o Fiat

M. S. LOURENÇO, Arte Combinatória

As Qualidades da Utopia

02.08.2014

Uma utopia é mais ou menos o equivalente de uma possibilidade; o facto de uma possibilidade não ser uma realidade significa apenas que as circunstâncias com as quais a primeira está articulada num determinado momento a impedem de ser a segunda, porque de outra forma ela mais não seria do que uma impossibilidade. Se essa possibilidade for liberta das suas dependências e puder desenvolver-se, nasce a utopia. É um processo semelhante àquele que se verifica quando um investigador observa a transformação de um elemento num composto para daí tirar as suas conclusões. A utopia é a experiência na qual se observam a possibilidade de transformação de um elemento e os efeitos que ela provocaria naquele fenómeno composto a que chamamos vida.

ROBERT MUSIL, O Homem Sem Qualidades

A Vanguarda Está em Ti

17.07.2014

Conversations 2

10.07.2014


The second issue of Conversations: The Journal of Cavellian Studies has been published today. This special issue springs from a conference held at The University of Sydney, organised by guest editor David Macarthur. The contents may be downloaded here or, alternatively, here:

“Themes from Cavell: Editorial Comment”, David Macarthur

“Cavell on Skepticism and the Importance of Not-Knowing”, David Macarthur (The University of Sydney)

“Moral Perfectionism and Cavell’s Romantic Turn”, Nikolas Kompridis (Australian Catholic University)

“The Sense of Community in Cavell’s Conception of Aesthetic and Moral Judgment”, Jennifer A. McMahon (The University of Adelaide)

“Cavell and Rawls on the Conversation of Justice: Moral versus Political Perfectionism”, Paul Patton (University of New South Wales)

“Cavellian Meditations”, Robert Sinnerbrink (Macquarie University)

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Conversations: 1

Liberdade

07.07.2014

O Que é a Arte?

11.06.2014